29.7.10

Manifesto Coisa & Tal

Manifesto êxtase, exaustão, paralelismo, considerações, emoções, dúvidas, medo, coragem, fraqueza, orgulho, alegria, questões. Limites. Superar limites é A questão quando se propõe levar a cabo algo inabitual. E pode não parecer difícil superar limites quando o desafio foi delegado, simplesmente, por nossa vontade. Mas é. Depois de 6500km rodados estamos em Jujuy, outra vez. Encantadas com o que vimos, impressionadas com o que percebemos e certas de que a disposição, a curiosidade, a coragem, a ousadia e a cautela são nossas aliadas. Hoje o dia foi longo e amanhã também será. Viajaremos todo o dia até chegarmos a Corrientes. Eu e a incansável e ponderada Solange, que mantém a serenidade, bravura e força, que não me deixa "surtar" com o suco quente, com o banho frio, com a lentidão humana, com todas as minhas chatices... estamos "quase" concluindo esta viagem. E vamos que vamos que amanhã o dia é longo e sábado tem 1000km de estrada! Uiiii Tenho que confessar: sim! tem que trazer Veet para depilação, pinça para sobrancelha, coisinhas de manicure, alcool gel.......... e todas estas coisinhas que cabem na nécessaire!

Nós 2 no ClicRBS

 http://wp.clicrbs.com.br/recortesdeviagem/2010/07/27/2-na-estrada-de-porto-alegre-a-machu-picchu/?topo=77,1,1

De Arequipa à beira-mar: Iquique










Arequipa tem a Plaza de Armas mais bonita que já vimos. Passeamos pela manhã, tiramos algumas fotos, fomos ao departamento de turismo e seguimos viagem. Serras e desertos e desertos e serras. Demoramos 1 hora entre sair do Peru e entrar no Chile. Curioso como custam a crer que estamos viajando sozinhas. Os agentes da aduana, policias peruanos, funcionários do controle sanitário, sempre procuram pelo homem que dirige ou pelos outros ocupantes do carro. Quando entendem que somos “só” duas mulheres viajando demonstram simpatia ou até mesmo certa pena e nos agilizam com papéis e informações. Se perguntamos quanto tempo demoramos de uma cidade a outra, nos olham, olham o carro, coçam a cabeça e sempre dizem que vamos levar muito mais tempo na estrada do que acabamos levando. Acho que nunca viram isso antes... Ou pensam que somos completamente loucas. O que somos, também, um pouco.
Depois dos trâmites legais, entramos no Chile por Arica e resolvemos continuar até Iquique, cidade litorânea. O problema é que depois de Arica não há mais posto de combustível até a entrada de Iquique. Lógico que só soubemos disso depois de horas de aflição, noite caindo e neblina intensa. Foi meio “punk” mas chegamos no nosso último litro de diesel ao primeiro posto da entrada de Iquique. Uns chopps nos consolaram depois . Iquique é um encanto de cidade; limpa e organizada mas, novamente, Caterine morreu de medo pois existe uma placa em cada esquina indicando as zonas de escape em caso de Tsunami.


Mar azul profundo e gelado, daqueles que só o Pacífico tem, leões marinhos preguiçosos na beira do porto, casas simpáticas e gente também. Fomos olhar a Zona Franca da cidade depois que ficamos sabendo que é a maior da América Latina. É bem grande mesmo mas as compras não são o nosso forte. Passamos no super mercado e mais pão com queijo e 380km até Calama, que já conhecemos na ida. Agora é dormir e chegar até Jujuy ou Salta amanhã.









26.7.10

Arequipa

Tupac Amaru - Cusco
Saímos cedo do hotel mas demoramos a encontrar a saída da cidade. As cidades peruanas em que passamos tem um trânsito caótico, é um "salve-se quem puder" geral, cada um por sí, buzinas incessantes, ninguém sinaliza ou dá passagem. Não existem ruas preferenciais ou faixa de pedestres. Demoramos mas encontrramos. Seguimos rumo a Juliaca, cidade que merece destaque em nossa viagem; definitivamente nunca vimos nada igual. Imagine o caos... Juliaca é pior. Centenas de moto-táxis aparecem do nada como os "space invaders", buzinam, gritam, cortam, fecham. As ruas são sujas, esburacadas e estreitas cheias de guardas de trânsito que só fazem apitar e mandar você seguir adiante. Seguimos e erramos o caminho.
Juliaca
Falando em adversidades, ontem almoçamos num restaurante na Plaza de Armas de Cusco. Resultado: pobre Caterine, paramos inúmeras vezes nesses 620km entre Cusco e Arequipa. Outra curiosidade do Peru: o imenso número de cachorros soltos nas ruas, inclusive nas estradas. Vira-latas de grande porte que ficam à beira da estrada, no meio do nada, esperando que alguém jogue algo para que eles comam. Coisa triste de ver. Muitos deles, nessa espera, são atropelados e se tornam comida para os outros. Passamos no meio de vários pequenos povoados, com quase nada de infra-estrutura mas reparamos que em cada um deles, o prédio principal e mais bem conservado é a escola. Os estudantes são sorridentes e orgulhosamente uniformizados.  A rota entre as duas cidades é muito bonita: vulcões, formações rochosas, lagos. Apesar das dificuldades visíveis que os peruanos enfrentam, eles são muito bem preparados para receber os turistas e a paisagem natural do país é linda. Um dos mais bonitos que já vimos.
Vulcão Misti

Arequipa - Catedral

Cusco

Depois do deslumbre de Machu Picchu, descemos para Águas Calientes e tomamos umas cervejas antes do trem chegar. No trem, já que tínhamos uma garrafa de vinho, tomamos também e dormimos o resto do caminho. Em Ollalaytambo, precisávamos achar um meio de voltar a Cusco, ao hotel e ao carro. Nos enxertamos com um grupo de americanos que tinha uma van a espera e, exaustas, chegamos depois das 11 da noite no hotel. Domingo foi de "folga" e passeios em Cusco. Andamos todo o centro histórico, que é maravilhoso.  Era dia de festa folclórica na Plaza das Armas e vários grupos estavam se apresentando; cidade algere, festiva, cheia de turistas entusiasmados. Tudo aqui é muito barato. Fizemos umas comprinhas: bolsas, mantas, cerâmicas. Muito barato mesmo. Voltamos à noite para o hotel e começamos, dessa vez seriamente, a planejar a volta. Saímos agora cedo para Arequipa e o resto do caminho, provavelmente será o mesmo, com apenas algumas paradas diferentes.
 

25.7.10

Machu Picchu

Agora é melhor deixar que as imagens falem por nós.

Álbum completo no final do post.













Leia a história desde o início desta verdadeira saga por estradas sul-americanas



Águas Calientes - Missão quase cumprida

Só é possível chegar a Machu Picchu de trem. Saímos do hotel em Cusco, fomos a estação da Peru Rail à pé, compramos os bilhetes de Ollataytambo (não há mais trens saindo de Cusco) até Águas Calientes, que é a cidade onde se pega o ônibus para o Santuário de Machu Picchu. Resolvemos deixar o carro na garagem do hotel e seguir de lotação para Ollataytambo. Depois de 1 hora e meia, dividindo a lotação com um casal de chilenos, chegamos e fomos direto para a estação do trem. Tudo funciona muito bem no Peru e o trem saiu no horário. Sentamos na última poltrona, do último vagão de frente para uma janela panorâmica. O que vimos é indescritível. Um verdadeiro espetáculo. Águas Calientes é uma cidadezinha super bem preparada para receber turistas, o que nos surpreendeu imensamente. Restaurantes caros e chiques, centenas de lojas de souvenirs, hotéis, casas de câmbio, gente do mundo inteiro. Tudo isso num pequeno vale, rodeado de imensas montanhas por todos os lados. Amanhã pegamos o ônibus pela manhã, passamos o dia em Machu Picchu e pegamos o trem de volta à Cusco às 6h23.

24.7.10

Entre Puno e Cusco – Avistamos o arco-íris.





Depois da difícil jornada, conseguimos um ótimo hotel e despencamos. Acordamos cedo e fomos conhecer a cidade e o porto. Puno está às margens do Titicaca que é o grande ponto turístico da cidade com seus passeios de barco. Sempre pensei que aquelas mulheres típicas peruanas estavam em extinção; que nada. As “cholas” estão por toda a parte com suas vestimentas típicas, chapéu no alto da cabeça e bebês suspensos por lindos panos coloridos nas costas. O povo é muito simpático, atencioso e solícito. Fomos ao mercado municipal onde Caterine se perdeu entre pães, queijos e frutas. Vimos e comemos frutas nunca dantes degustadas. Fizemos nossas primeiras compras, finalmente. Panos e bolsas coloridos, tipicamente peruanos. Lindos! Seguimos viagem para Cusco à 1h da tarde. Viagem tranqüila de 6 horas entre vários povoados apinhados de carros, gente, e moto- táxis que ainda buzinando o tempo inteiro. Chegamos em Cusco e nos assustamos com a entrada da cidade. Feia mesmo. Uma quantidade de carros muito maior, multidão nas ruas e asfalto horroroso. Trânsito caótico num salve-se quem puder sem fim. Já tínhamos um endereço de hotel, organizadas que aprendemos a ser mas demoramos muito a encontrá-lo. Passamos umas três vezes pelo mesmo lugar, no meio do centro histórico da cidade onde vimos por que Cusco está entre os mais procurados roteiros turísticos do mundo. Tudo é lindo! Ah, a bandeira de Cusco tem as sete cores do arco-íris. Amanhã aprenderemos como chegar em Machu Picchu.

22.7.10

De Tacna a Puno - Pauleira!

Antes de seguirmos viagem fomos ao escritório de informações turísticas do Peru e onde conseguimos mapas, guias de hotéis, preços em Puno e Cuzco. A funcionária foi super prestativa, educada e o material de informação ao turista é muito bem elaborado e de ótima qualidade. Pegamos a estrada e quando pensamos que as paisagens iriam nos surpreender menos, nos deparamos com as maravilhas naturais do Peru! 9 horas para percorrer 600 km, dirigindo em estradas com despenhadeiros apavorantes, constantes curvas em "U" e vistas inimagináveis. Andamos uns 120 km numa serra sem fim até atingirmos 4500 metros de altitude e temperatura de -1C. Em Tacna estávamos a 500 m acima do nível do mar, logo nossos tímpanos explodiram uma dezena de vezes. Caterine está tentanto me ajudar com o texto mas, na verdade, não estou ouvindo muito. Acho que o mesmo acontece com ela pois digo, "o que??" e ela continua falando alguma outra coisa. Hoje, além do trajeto difícil, enfrentamos o frio, o cansaço e a noite. Tínhamos combinado de não viajar à noite e quando começou a escurecer, resolvemos parar na próxima cidade: Desaguadero. Foi impossível. Era fronteira com a Bolívia, repleta de caminhões atravancando as ruas sem calçamento, e só havia uma pensão que nem ousamos entrar. Caterine teve um ataque de desespero e tivemos que sair da cidade de ré. Tentamos a cidade seguinte: Juli. Lemos no guia que era maior, tinha mais recursos e era ponto turístico. Nos aproximamos da praça central, abrimos o vidro do carro para pedir informações e fomos cercadas por curiosos e pedintes que se debruçavam janela adentro. Rapidamente seguimos em frente rumo a Puno, o destino inicial mas já com pouco combustível. Os postos de gasolina são raros por aqui. Conseguimos abastecer depois de uns 50 km e chegamos bem em Puno. A cidade é pequena, com casas estreitas e ruas mais ainda. Fica às margens do lago Titicaca.  Durante a nossa aproximação a Puno, conseguimos ver um pedacinho do lago. Desconfiamos que ele estava a nossa direita e apontamos uma lanterninha em direção a ele. Sim, era o Titicaca, que só veremos de verdade amanhã antes de partirmos em direção a Cuzco.

21.7.10

O mais bonito do deserto e a entrada no Peru

Depois de uma noite bem dormida num ótimo hotel em Calama, acordamos cedo para tentar obter mais informações sobre as estradas, clima, roteiro. Sempre demoramos mais nisso do que queremos ou pensamos. Depois de saber que estávamos numa região de constantes terremotos, Caterine morreu de medo e queria sair logo dali. Fomos pagar o hotel e acabamos ganhando cortesia forçada porque eles estavam sem linha para a máquina do cartão de crédito. Agradecemos felizes e seguimos.  O plano era seguir para o oeste e acharmos a Ruta 5 que sobe para Arica. Achamos fácil. Novamente o que vimos ao longo do caminho foi fascinante. É ainda deserto mas as paisagens mudam a cada minuto.

Imensas dunas de areia clara, pedras gigantescas, caminhos cortados em despenhadeiros, vales profundos e montanhas. Canyons, todas as cores do mundo nas pedras que cercam a estrada e serras apavorantes. As estradas estão em ótimas condições por todo o Chile mas nos assustamos com algumas passagens. Chegamos, depois de 7 horas e 585km em Arica. Vimos só um pedacinho do Pacífico, numa praia não tão bonita assim. Decidimos seguir para o Peru, já que ainda estava claro. Na aduana peruana demoramos muito. Tivemos que tirar toda a bagagem do carro, 4 funcionários de áreas diferentes carimbam os documentos. Levaram nossas tangerinas, dessa vez. Os queijos e iogurtes, permaneceram no esconderijo. 
Mais 30 km e chegamos em Tacna, onde estamos agora. A cidade é limpa, as ruas são cheias de gente, lojas, cassinos e táxis que buzinam sem parar. Amanhã, como somos extremamente organizadas, decidiremos o roteiro do dia.

19.7.10

San Pedro de Atacama - Calama

Logo após nos despedirmos da pousada (?!) que não tem chave nos quartos, resgatar meu cartão no banco de um homem só, abastecemos no posto de uma bomba só e seguimos viagem rumo ao Chile. Só mais 127 km e chegaríamos à fronteira. Novamente nos botaram um medo danado: a estrada poderia estar bloqueada, a temperatura beirava 22 graus negativos, demoraríamos mais de 5 horas no trajeto. Mas o dia estava azul e lindo. O vento mais fraco mas ainda com rajadas absurdas, de balançar a camionete. As paisagens seguiram nos tirando o fôlego. Passamos rápido na fronteira, onde só existe posto de aduana argentino. Entramos no Chile sem mostrar papel algum e a cada curva ficávamos boquiabertas novamente com a beleza do lugar. E as lhamas! Só vendo as fotos mesmo para vocês saberem, em parte, o que vimos hoje. Não demoramos mais do que duas horas e chegamos em San Pedro de Atacama, aí sim, passamos pela aduana chilena onde nos obrigaram a engolir nossas maçãs porque não se pode entrar com frutas no país. O queijo e o iogurte escondemos direitinho. San Pedro é um povoado pequeno no meio do deserto. Um vilarejo meio hippie, descolado demais, sujo demais, caro demais. Deve ter tido o seu charme há alguns anos mas hoje, o que me pareceu, é que virou um grande caça-níqueis para explorar os que vem do mundo inteiro para apreciar as belezas do deserto. Fomos olhar as pousadas disponíveis... Horrorosas, sujas e caras. A comida, um roubo. Pegamos o carro, depois de algumas horas em San Pedro e seguimos para Calama, cidade feia, cheia, sem graça mas que é nosso pouso agora para chegarmos mais perto da fronteira do Peru amanhã.
Solange,


18.7.10

Impressionante e surpreendente

Assim foi o dia de hoje, o que andamos menos e vimos mais. Começamos o dia ainda sem saber se conseguiríamos prosseguir com os planos ou não. Ligamos para o departamento de turismo da Província de Jujuy e as informações foram as piores possíveis. Uns diziam que o caminho estava interditado pela neve, outros que havia um caminhão pendurado numa ponte e que seria impossível passar. Resolvemos ir até a secretaría de turismo e as informações foram um pouco melhores; daria, sim, para fazer o trajeto até Susques, mas demoraria quase 8 horas para andarmos 200km. Fomos assim mesmo. Saímos de San Sebastian de Jujuy quase às 2h00 da tarde. Caterine começou dirigindo mas ela estava muito apreensiva com tantos prognósticos negativos. Pegamos neve no comecinho do trajeto mas foi bem pouca. As paisagens eram deslumbrantes. De branco passou para o multicor das pedreiras.
Depois, em menos de uma hora chegamos em Purmamarca sem problema algum. Lá fomos conhecer o pequeno e colorido comércio local, tomamos um café e seguimos, ainda temerosas para Susques.
De 1200m de altitude passaríamos para 3600m em 40 km de estrada. Assumi o volante. É a serra mais alta e sinuosa que já vi. E linda, sempre linda. A paisagem ia se tornando mais desértica. Cactus e canyons por todo o lado. Dá um certo enjôo e dor de cabeça subir tanto em tão pouco tempo, mas comemos o pão nosso de cada dia com queijo e guaraná mesmo assim. Com a mesma rapidez (ok, o velocímetro insistia em marcar 40km por hora) que subimos, descemos a serra e nos deparamos com um “retão” sem fim. Deserto total e as primeiras vicunhas pelo caminho. Logo o deserto vira um mundo branco mas não era de neve mais e sim de sal. As Salinas Grandes. Impressionante! Tiramos algumas fotos, compramos uma “lhaminha” feita de sal e depois de mais uma serra. Logo, tudo mudou. Uma tempestade de areia com ventos fortes encobria a estrada e até o sol.
Seguimos e chegamos sãs e salvas em Susques! Estamos hospedadas numa tosca pousada, sem internet, nenhum centavo em peso e o único caixa eletrônico da cidade acaba de engolir o meu cartão. Esperamos o banco abrir amanhã e seguimos rumo a San Pedro de Atacama. Agora, apesar da incrível ventania que continua, sairemos em busca de uma conexão para postar estas novidades e algumas fotos,



S&C

Corrientes - Jujuy




Jujuy.
Esses últimos 876 km não foram muito fáceis mas curtimos mesmo assim.
A saída de Corrientes foi demorada e complicada por causa do intenso tráfego de caminhoões e estrada ruim. Caterine insiste em dizer que saímos cedo mas ela tem problemas para despertar enquanto eu madrugo. Saímos, na verdade, depois das 10h da manhã. Ela dirigiu durante os primeiros 440 km até a parada para o café. Confesso que morri de sono mas para o azar dela não parei de falar um só minuto. Não trocamos muito dinheiro quando cruzamos a fronteira e eu achei que não seria problema pagarmos o hotel em “cash”e usarmos o cartão de crédito para abastecer o carro; engano meu. À medida que rumamos para o interior do país, menos postos de gasolina aceitam cartão. Ela fez queixas sobre isso depois de 150km rodados... Assumi a direção depois do “balde”de nescafé. A paisagem do Chaco não é nada bonita, muito árida e quase sem árvores, a estrada não tem acostamento nem muita sinalização. Depois de horas nessa estrada ruim, chegamos a Ruta 9, que é ótima: pista dupla e super sinalizada. Uma chuva fina caía mas era uma chuva estranha, que caía deitada. Nesse trecho começamos a subir... E subimos. A temperatura caía e a paisagem já era outra. Chegamos perto de San Salvador de Jujuy e vimos que aquela chuva estranha era neve. Ao chegarmos no centro da cidade vimos uma animação incomum; ruas cheias, pessoas felizes e nós também. A cidade é linda! Ficamos sabendo que essa é a segunda noite seguida de neve e que isso é muito raro por aqui. Nossa rota inicial pode estar interditada devido ao acúmulo de neve, talvez nossos planos mudem; amanhã saberemos.