17.8.10

Porto Alegre/Machu Picchu/Porto Alegre

Atendendo aos vários pedidos, postamos aqui um resumo da viagem para facilitar a vida dos que pretendem se aventurar pelas estradas Sul Americanas. Ainda assim, para informações mais detalhadas, não deixe de ler os posts escritos durante a viagem.

Porto Alegre – Corrientes (Argentina) – 1000 Km
Em alguns trechos a estrada, ainda na parte gaúcha, não está sinalizada e ainda assim há 3 pedágios (2 de R$7,50 e 1 de R$6,00) até Uruguaiana. Após a fronteira, logo saindo de Paso de los Libres, a estrada está em obras mas depois está bem conservada e bem sinalizada. É fácil achar hotel em Corrientes, ficamos no Plaza Corrientes http://www.hotel-corrientes.com.ar/home.html (BOM) a diária foi por volta de R$110,00.

Corrientes – San Salvador de Jujuy (Argentina) – 870km
Estrada esburacada em alguns poucos trechos e mal sinalizada. Tivemos que perguntar o caminho várias vezes por falta de placas. O trecho mais entediante de todos, sem vistas bonitas ou lugares interessantes. Há dois pedágios bem baratos, $2,10 e $1,80 pesos argentinos. Também é muito fácil arranjar hospedagem em Jujuy, nosso hotel: http://ohasishoteljujuy.com (ÓTIMO) R$ 155,00.

San Salvador de Jujuy – Calama (Chile) – 600km
Aqui começam as serras sinuosas e longas. Dirigir cuidadosamente pois as curvas surpreendem. Vale uma parada em Purmamarca e Susques (onde há um tosco posto de gasolina), ainda na Argentina. Os oficiais da aduana argentina (Paso de Jama) são cordiais e gentis. Os trâmites de entrada no Chile só são feitos em São Pedro de Atacama, 170km depois de entrar em território chileno. Vale também uma parada no Vale da Lua, entre São Pedro e Calama. Em Calama ficamos no Hotel L&S (ÓTIMO), que não tem site. Há muitos hotéis no centro da cidade.

Calama – Tacna (Perú) – 615km
Deserto e 4 grandes serras. Logo na saída de Calama, uma pequena serra. Depois, quilômetros e quilômetros de deserto e poucos postos de combustível. Arica é a última cidade do Chile e fica há menos de 40km de Tacna (cidade movimentada por vários cassinos e lojas duty-free). Hotéis espalhados por todo o centro da cidade. http://www.granhoteltacna.com (REGULAR). R$140,00. Não há pedágios nas estradas do Chile.

Tacna – Puno (Perú) (600km)
Ainda deserto nos 130 primeiros quilômetros e depois uma serra (que está em obras) interminável e perigosa por mais 100 quilômetros. Trecho bastante demorado. Há 4 pedágios, NS$ 7,50 (Novo Sol). Vistas lindas mas melhor não parar nas pequenas cidades antes de Puno. http://www.punoplazahotel.com (ÓTIMO). R$ 75,00.

Puno – Cusco (Perú) (390km)
Estradas em boas condições mas passa-se por dentro de uma infinidade de pequenos vilarejos e há muitos cachorros ao longo da rodovia, durante todo o trecho. 2 pedágios, também por NS$7,50. A entrada de Cusco é bem ruim, cheia de carros, gente pela rua e com pouca sinalização. Cusco é super turística e repleta de hotéis, esse foi o nosso: http://www.imperialcuscohotel.com/index.html (MUITO BOM). R$ 110,00.

Cusco – Águas Calientes (Perú)
Melhor deixar o carro em Cusco e seguir (por apenas NS$10,00 por pessoa) de táxi até Ollantaytambo, distante 130km. Lá é onde se pega o trem para Águas Calientes, cidade-base para os visitantes de Machu Picchu. Há várias opções (para todos os bolsos) de hospedagem em Águas Calientes. Ficamos num pequeno hotel, limpo e acolhedor por menos de R$30,00 (sem café da manhã). Depois da visita a Machu Picchu, pega-se o trem de volta a Ollantaytambo e, novamente um táxi ou van, pelos mesmo 10 soles até Cusco. Veja no post do dia 24/07 os detalhes sobre como chegar a Machu Picchu.

Caminho de volta a Porto Alegre

Cusco – Arequipa (Perú) (603km)
A estrada de volta é a mesma até a cidade de Juliaca, onde ruma-se ao oeste, em direção a Arequipa. Estrada muito bonita, que atravessa o altiplano peruano. 3 pedágios, NS$7,50. Mesma confusão na entrada da cidade; buzinas e carros por todos os lados. Hotel escolhido: http://www.balconeshotel.com/ (R$56,00)

Arequipa – Iquique (Chile) (682KM)
Mais serras depois de Arequipa e depois muitas retas e mais algumas pequenas serras nas estradas desérticas até Tacna. Perde-se um tempo para sair do Perú e entrar no Chile. Novamente Arica e as mesmas serras até o Iquique. (Não esqueça de abastecer o carro em Arica!) Hotel: http://www.hotelbarrosarana.cl (R$ 160,00)

Iquique-Calama (Chile) (380km)
Só estradas desérticas e de volta a Calama. As entradas das cidades chilenas são mais tranqüilas e organizadas. Ficamos no centro da cidade no Hotel Oasis (Calle Vargas, 1942), que não tem site. (RUIM).

Calama – San Salvador de Jujuy (Argentina) (600km)
100km de estrada e chega-se a San Pedro de Atacama, onde localiza-se a aduana chilena. Mais 170km e a fronteira argentina (Paso de Jama). Já em território argentino, serras, salares e suas imensas retas. Susques, depois a grande serra, Purmamarca e finalmente San Salvador de Jujuy. Hotel Augustus, http://www.hotelaugustus.com.ar/ (REGULAR, Vale a localização). R$130,00.

San Salvador de Jujuy – Corrientes (Argentina) 870km
A cansativa travessia do Chaco argentino.
Hotel http://www.sanmartin-hotel.com.ar/ (RUIM). R$130,00.

Corrientes-Porto Alegre (1000km)

Não se esqueça de levar dólares ou as moedas locais de cada país. É super difícil trocar Reais e quando se consegue, o câmbio é muito baixo.

É bom sair cedo todos os dias para pegar a estrada. Assim evita-se dirigir à noite e aproveita-se 100% das diferentes paisagens .

Melhor sair sempre de tanque cheio, há trechos enormes onde não se vê um único posto de gasolina.

Todos os hotéis em que ficamos tinham garagem e serviam café da manhã, com exceção o de Águas Calientes. O de Puno também não tinha garagem mas foi possível deixar o carro no hotel vizinho por apenas R$ 10,00.



2.8.10

De volta à casa

 Para aqueles que se preocupam com o nosso destino: chegamos bem. Foram 16 dias de estrada e, por incrível que possa parecer, nada deu errado. Na verdade, não sabíamos muito sobre o percurso ou sobre o que veríamos ou teríamos que enfrentar. Fomos mesmo assim. Cerca de 8500km rodados em 4 países diferentes e nada de pneus furados, super aquecimento de motor, correias arrebentadas. Não atropelamos nenhum bicho selvagem nem mesmo os desesperados cachorros peruanos. O máximo que aconteceu foram alguns insetos espatifados contra o para-brisa do carro. Durante todo o percurso, não vimos nenhum acidente grave, apenas três caminhões, um de cada país que visitamos, perderam  a tangente da curva e caíram nas valas laterais das estradas.
O trecho entre San Salvador de Jujuy e Corrientes é o mais chato de todos. A região do Chaco argentino não tem grandes atrativos, a paisagem é sempre a mesma, enjoativa e os retões são intermináveis e repetitivos ao longo dos 870km entre as duas cidades. Além do mais tive uma febre daquelas, do nada e Caterine teve que dirigir sozinha por todo o trecho; boa alma. Foi um dia longo e cansativo. No sábado, mesmo sem muitas forças mas com muita determinação, decidimos fazer os últimos 1000km direto; loucas que estávamos para chegar em casa. Não conseguimos acordar cedo e saímos de Corrientes quase às 11h da manhã. Sem parar, em menos de 4 horas chegamos na fronteira, Brasil finalmente. É sempre bom chegar em casa, mesmo que essa seja só uma ilusão, já que ainda teríamos que encarar mais 630km de chão até nossa casa de verdade. Encaramos bem, já sem febre e com humor renovado; antes das 10h da noite avistamos as luzes de Porto Alegre. Uma das paisagens mais bonitas que vimos nessa longa viagem. Agora, com a vida voltando ao normal, roupa lavada, casa arrumada, despertador acionado para às 7h da manhã, parece quase irreal que fizemos tudo o que fizemos, vimos tudo o que vimos, conhecemos tantos lugares e cores diferentes em tão pouco tempo. Essa deve ser a magia das viagens. Ainda temos várias histórias para contar, imagens para mostrar, informações, dicas e curiosidades sobre todo o percurso para que os futuros viajantes se animem; creio que esse blog não termina com o fim dos quilômetros rodados. E, tenho certeza, outras viagens virão.