28.11.10

Cartagena das Índias



Ainda estamos no horário de Brasília, o que é bem bom porque assim Caterine acorda cedo e aproveitamos mais o dia. Fomos surpreendidas por um café da manhã pantagruélico, cercada de tucanos e gentilezas caribenhas. Bom, pois estávamos mortas de fome, como sempre! Passeamos pelas ruas estreitas, com suas casas e sacadas floridas e tipicamente coloniais, que cercam o hotel. O centro histórico de Cartagena é algo único porém existem muitas casas em reforma e muitas outras precisando de reparos, o que faz a coisa não ficar tão bonita assim.Fomos informadas de que, por aqui, choveu sem parar durante 20 dias, logo a cidade não está como deveria. Uns morros despencaram e alguns bueiros transbordaram, mas a tranqüilidade ainda reina.
Conseguimos um táxi que nos cobrou 40 pesos (38 reais) por um passeio completo pela cidade. Saímos das muralhas e logo a visão romântica muda: o trânsito caótico, os ambulantes e um calor infernal. Nada que seja diferente das nossas cidades, no entanto nunca é agradável. Fomos primeiro ao cerro La Popa onde fica o convento dos Agustinos Recoletos para termos uma visão geral da cidade, que é mesmo bonita, toda entrecortada por baías e lagos. A construção é bem conservada mas o museu não é lá essas coisas. Nesse passeio, o que vale é a vista, mesmo pagando-se 7.000 pesos (R$6.50) a entrada. Depois seguimos, ainda com nosso taxista que era um péssimo cicerone, para o Castillo San Felipe de Barajas que é a principal atração histórica da cidade. Monumental e imponente como o calor que, a essa hora, já nos torrava os miolos. Vale a visita apesar dos 15000 pesos da entrada. Passamos para o bairro Laguito, parte rica da cidade. Bem rica mesmo. Prédios imponentes à beira-mar, lojas de griffe e grandes hotéis. As praias da cidade tem uma pequena faixa de areia e não parecem muito convidativas apesar do mar limpo.
Continuamos nosso tour histórico até o Museu de Cartagena de Indias, Palácio da Inquisição. Este sim é uma grande roubada; 12000 pesos para entrar e uma réplicas bem modernas dos instrumentos de tortura, acompanhados de bonequinhos vestidos de verdugo. Uma pena, pois aquele local foi, de fato, o Tribunal do Santo Ofício. Poderia ser muito mais bem aproveitado. De volta às cercanias do hotel e ao passeio a pé pelas ruas bonitas e floridas, sentamos para mais uma cerveja. Nos sentimos seguras nas ruas; nada de violência ou assaltos e os turistas parecem tranqüilos só tendo o trabalho de se desvencilhar dos vendedores ambulantes. A noite é animada por aqui. Muita gente na rua, vários bares e restaurantes agitam o lugar. Rola até bailinho informal em cima das muralhas, com som ao vivo e casais locais dançando agarradinhos, noite a fora.

26.11.10

Botero



Mais um dia de passeios em Bogotá. Estávamos ansiosas para conhecer o Museu Botero e saímos cedo do hotel. 20 minutos de caminhada e chegamos lá. A primeira sala do museu já é arrebatadora; pinturas a óleo enormes cobrem as paredes e assim fomos conhecendo e reconhecendo os originais do que há tanto já conhecíamos. Botero tem essa magia de encantar e divertir. Ficamos, por um tempo, observando os visitantes do museu e não houve sequer um que não tivesse sorrido diante das telas. Um grupo de estudantes em fila, dos bem pequenininhos, entrou com a professora e riam, escondendo a boca, das gordas desnudas de Botero. Também estão no museu desenhos, aquarelas e esculturas dele. Caterine foi por duas vezes, entusiasmadíssima, na lojinha do museu. Tudo caro mas  lindo e divertido. Atrás do museu Botero, seguindo pelo pátio interno, está o Museu da República. Lá tivemos a enorme surpresa de encontrar uma exposição sobre o fotógrafo/pintor norte-americano, Man Ray. Ótimo!

Depois foi só atravessar a rua e chegar no Centro Cultural Garcia Márquez, lá a visita foi mais rápida. Além do espaço dedicado a Garcia Márquez, várias exposições acontecem no local. De verdade, não gostamos muito de nenhuma. Esqueci de dizer que faz frio em Bogotá e todos os museus, exceto o do Ouro, tem entrada livre. Corremos de volta ao hotel para empacotar tudo e voar para o aeroporto. Destino: Cartagena das Índias. Voo atrasado e lotado. Que calor faz em Cartagena! Chegamos à noitinha e tivemos a visão da muralha que cerca o centro histórico da cidade, toda iluminada. Nosso hotel é ao lado dela e o quarto tem vista para o mar. Saímos para comer num barzinho descolado que serve falafel e cerveja. Ainda não sei muito como é por aqui mas amanhã os passeios serão muitos. Até lá!

24.11.10

Bogotá



Ontem viajamos por mais de 18 horas; resgatamos pontos do programa de milhagens da TAM e tudo o que conseguimos foi um roteiro pra lá de cansativo. Saímos às 6h00 da manhã de Porto Alegre, chegamos em Guarulhos às 7h20 e embarcamos para Santiago às 9h05. Até aí, tudo rápido e tranquilo, principalmente porque reconheci um amigo entre os comissários de voo e ele nos convidou (depois de certas insistentes indiretas) para um upgrade para a classe executiva. Comemos super bem, Caterine dormiu rápido e eu nada, nem mesmo  naquela poltrona enorme, consigo dormir em avião. Depois de 3 horas e meia de vôo, chegamos em Santiago. Aí é que a coisa ficou meio chata... 6 horas de espera pelo voo para Bogotá. Pensamos em almoçar no centro de Santiago mas teríamos que pagar uma taxa de 30 dólares cada uma para reentrarmos no saguão de embarque. Desistimos. Passeamos pelo freeshop, algumas lojinhas de souvenirs, tomamos uns chopps com guacamole e por fim um café. Olhamos o relógio e ainda tínhamos mais 4 horas de espera! Sentamos e esperamos e esperamos... Mas, no final, deu certo e é isso o que importa. Depois de um percurso de 20 minutos do aeroporto até o centro da cidade (21.000 pesos= 20 reais),  chegamos bem tarde ao hotel em Bogotá e caímos, semi-mortas, na cama. Hoje acordamos cedo, bem dispostas e loucas para explorar a cidade. Caterine já tinha feito um roteiro prévio de tudo o que queria conhecer no centro - a Candelária. Como estamos num hotel muito bem localizado, saímos a pé. 
Apesar das várias recomendações sobre segurança na Colômbia, nos sentimos seguras já na  primeira esquina. Parece que o exército inteiro está nas ruas. Bogotá é uma cidade grande, com mais de 8 milhões de habitantes e o centro da cidade, como não poderia deixar de ser, é bastante movimentado. As avenidas largas, tem ruelas com típicos casarios de colônia espanhola como transversais. Andamos por uns 30 minutos e chegamos, antes da chuva diária, na Plaza Bolívar, que abriga a 
Catedral Primada, Colégio Mayor De San Bartolomé , o Palácio Liévano (prefeitura), Capitólio Nacional, a Casa de Nariño (sede do governo federal). As construções datam desde 1605 até 1908 - são lindas e bem conservadas. 
Depois da chuva seguimos para a Igreja-Museu de Santa Clara (1647), que fica há duas quadras da Plaza Bolívar. Altares de ouro, piso de pedras e esculturas e pinturas que recobrem todas as paredes. Um deslumbre com entrada grátis. Pausa para o café no Juan Valdez Café, versão colombiana do Starbucks e rumamos para o Museu do Ouro. Esse deveria ser um capítulo à parte mas o post já está grande demais! É imperdível! As peças são impressionantes, o modo de exposição é fantástico. São 4 andares de puro fascínio e a entrada só custa 3000 pesos, algo como 3 reais. 
Passamos a tarde (re)aprendendo tudo sobre a cultura pré-colombiana. Muito bom saber como o povo daqui se orgulha de sua história. Agora sairemos para conhecer a noite local e amanhã é Museu Botero, Centro Cultutal Garcia Marquez e mais tarde, voo para Cartagena.

23.11.10

Rumo a Bogotá

Ainda em Santiago, esperando a conexão para Bogotá. Mortas de sono mas ainda morrendo de rir porque conseguimos vir na classe executiva de São Paulo até aqui; depois contamos os detalhes. Comemos bem e descansamos um pouco. Merecemos, pois ficaremos 6hs no aeroporto e mais 6 hs de voo até Bogotá.