16.12.10

Cataratas do Iguaçu, a história.

FOZ DO IGUAÇÚ – PRIMEIRO DIA


Depois de muito resistir decidimos acompanhar Olga e Angels, amigas catalãs que visitavam o Brasil pela primeira vez e insistiam para que fossemos com elas conhecer as Cataratas do Iguaçu.  Na verdade, não entendíamos bem porque elas estavam tão loucas para conhecer a tal catarata, pois nunca tivemos nenhum grande interesse por aquelas paragens. Conseguimos um vôo genial com a TRIP por R$280,00, ida e volta e mesmo com a falta de planejamento e pouco conhecimento do lugar, reservamos um hotel (Turrance Green) que acreditávamos ser super bem localizado. Saímos de Porto Alegre numa manhã fria de meados de junho, cheias de casacos e gorros de lã, prontas para mais uma nova aventura. Depois de pouco mais de uma hora de viagem em um dos mais bonitos vôos que já vimos (o avião era um turbo-hélice ATR72, e voa “baixo”), chegamos numa cidade escaldante que não condizia nada com o nosso quase inverno gaúcho e com as roupas que havíamos levado para esses 4 dias de viagem. Os táxis do aeroporto não trabalham com taxímetro e tem preço ”fixo” de acordo com a cara e sotaque do cliente. Ponto que conta contra uma cidade turística e tão procurada por estrangeiros. Pagamos R$32,00 por uma corrida curta de não mais de 7km. As espanholas acharam caro e nós também. Logo descobrimos que o hotel não era tão bem localizado assim. Não era nem no centro da cidade, nem daqueles bem pertinho da entrada do Parque Nacional, onde ficam as Cataratas. Caminhamos uns 40 minutos até o centro de Foz do Iguaçu e reparamos uma certa decepção no rosto das nossas amigas d`Espanha. A cidade não tem atrativo especial nenhum, não é o que se pode chamar de acolhedora ou aprazível. E o calor era tremendo. Almoçamos num self-service  por menos de R$12,00 cada uma. Dessa vez elas acharam o preço razoável. Saímos do restaurante e fomos direto para Ciudad del Leste, no Paraguai 
Novamente de táxi, que nos cobrou R$20,00 para atravessar a Ponte da Amizade e nos deixar no centro de uma das cidades mais feias que já vimos. Fachadas de prédios semi-arruinadas, amontoados de sujeira nas ruas, multidões de compradores de bugigangas com suas sacolas imensas e frágeis de plástico xadrez, corredores de camelôs e esgoto a céu aberto. Entramos num dos inúmeros centros comerciais onde os vendedores nos caçavam pelos corredores e não achamos muita graça nas ofertas. Nossas amigas compraram um notebook que seria entregue diretamente no hotel por uma pequena taxa adicional e assim evitaria problemas na aduana. Desconfiamos do procedimento mas, no final, deu tudo certo. Acabamos a nossa tarde paraguaia na loja de departamentos Monalisa que é quase um shopping center de tão grande; cinco andares cuidadosamente divididos entre perfumaria, roupas de griffe, equipamentos esportivos, eletrônicos e decoração. Uma ilha de luxo em meio à babel que predomina no lado de fora. Terminamos o dia, já de volta à Foz, num restaurante que servia rodízio de sopas por R$16,00.

SEGUNDO DIA


Cansadas pelos excessos do dia anterior, acordamos sem maiores ânimos para passear. Nossas companheiras de viagem insistiam que esse seria o dia ideal para conhecer as famosas cataratas. Era um sábado e nada nos motivava muito. Deixamos a preguiça de lado, nos imbuímos do espírito de turista e lá fomos nós. Resolvemos ir de ônibus comum já que andávamos insatisfeitas com o serviço de táxi da cidade. O ponto de ônibus era bem próximo do hotel e gastamos R$2,20 de passagem até a porta de entrada do Parque Nacional, onde ficam as cataratas. Aí sim, começa a parte encantadora da viagem. Já na entrada percebe-se a organização e limpeza do parque. Há preços diferentes para brasileiros, estrangeiros e turistas do Mercosul. Nós pagamos R$15,00 de entrada mais R$6,00 pelo transporte interno e mais R$1,00 de imposto, totalizando em R$22,00. Já as espanholas, indignadas, pagaram R$37,00 ao todo. O pessoal dos países membros do Mercosul paga R$31,00. Ainda bem que somos brasileiras...  O parque fica aberto entre 9h00 e 17h00. Resolvemos nos separar na entrada. As estrangeiras queriam sobrevoar as cataratas de helicóptero, o que as custou U$100.00 por cabeça. Nós decidimos pegar o ônibus interno do parque e fomos até a última parada, na beira das maiores quedas d’água. A coisa toda é deslumbrante! O volume de água é impressionante. Dali de onde estávamos foi fácil entender porque esse destino é tão procurado por turistas do mundo inteiro. É realmente fascinante. Fomos na passarela, sobre as águas, onde é inevitável ficar encharcada. Ficamos. Voltamos para a trilha que margeia o rio e, por causa de um pedaço de queijo perdido na minha mochila, fomos rodeadas por quatis, amigáveis porém famintos. É proibido levar qualquer tipo de comida e bebiba para o parque; dizem que os quatis podem ficar violentos quando farejam comida.  Foi por acaso... Junto ao queijo havia também meia garrafa de vinho (vocês não imaginam o que se perde e o que se acha dentro da minha mochila). Entre vários turistas que passavam pelo lugar, os bichos só seguiam a mim; senti-me a própria encantadora de quatis. Estávamos maravilhadas pela paisagem, pela companhia dos animais e, agora também, pelo vinho. Caminhamos mais e chegamos a um quiosque onde era oferecido, por R$75,00, um passeio de rafting.
Já que estávamos completamente molhadas mesmo, resolvemos arriscar. Pra variar, nós éramos as únicas corajosas passageiras do bote. Depois de paramentadas com coletes salva-vidas e capacete e de uma breve aula de como remar, embarcamos. Não sei se foi a corredeira, a velocidade, a água na cabeça ou o vinho mas morremos de rir o percurso inteiro! Foi super divertido e nem tivemos medo. Molhadas da cabeça aos pés, tiritando de frio, começamos nosso caminho de volta ao hotel,  já sem idéia de onde as espanholas estavam.




9.12.10

Cataratas do Iguaçu

Você já pensou em conhecer as Cataratas do Iguaçú? Não? Nós também não. Sempre com a idéia que é  atração para gringo. Até que vieram Olga e Angels, amigas espanholas (vale: catalanas) super- doidas para conhecer. E lá fomos nós e.... Surpresa. É fantástico. Mas precisa planejamento pois, caso contrário, pode ser uma roubada. Dentro de poucos dias a Solange, redatora oficial, vai contar nossa aventura por lá.



4.12.10

Islas Rosario


Saímos cedo do hotel para embarcar no speed boat,  repleto de turistas, que nos levaria até o Hotel/Spa nas Islas Rosario. Já no cais uma cena inusitada: iguanas enormes pairavam sobre nossas cabeças, em meio às folhagens das árvores. Um susto e uma visão inédita para nós. O trajeto entre Cartagena e as ilhas é feito em pouco mais de uma hora e, como o barco é rápido, nada de enjôos a bordo. As praias do arquipélago são muito bonitas, limpas e agradáveis. Ficamos no hotel San Pedro de Majagua, que é muito mais spa do que hotel. Não aproveitamos os serviços de massagens, drenagens ou limpeza de pele e tratamos logo de explorar as praias do hotel e o povoado. Há árvores impressionantes na ilha, com enormes raízes que saem dos galhos altos e se escondem na terra. Uma lagoa há uns 300 metros do hotel, mata adentro, com água limpinha e algas que brilham à noite. Um espetáculo! Mar com várias nuances de verde e água quentinha... a boa vida que o Caribe oferece. Se não fossem os preços extorsivos que o hotel nos cobra por uma água ou uma cerveja, estaríamos bem perto do paraíso. Isso nos irritou um pouco mas não o suficiente para estragar o passeio ou nos deixar de mau humor. Ainda, deixamos um siri dormir tranquilo no cantinho do banheiro do quarto.

Depois de uma noite dormida com as luzes acesas para evitar mais visitas inesperadas de insetos, levantamos e tomamos um café da manhã bem fraquinho, nada comparado ao suntuoso breakfast do hotel de Cartagena. Ok, já que estamos numa ilha onde tudo depende dos barcos, do mar e do tempo bom. Um passeio de barco ao redor da ilha, com direito a parada no aquário natural (Oceanario) é oferecido pelo hotel; lá fomos nós. Dessa vez o speed boat foi todo nosso. Só nós duas a bordo, com lugar privilegiado e colchão na proa para apreciarmos melhor as pequenas ilhas ao redor e pegar um sol.













2.12.10

Nós já sabíamos...

...que a Colômbia é 10! O povo é simpático, cuidam do turista. Vou deixar algumas dicas antes de continuar os relatos. Antes, devo dizer que, para quem procura praia, Caribe e etc... esqueça Cartagena. A praia da cidade é feia, mas a História é ótima. Vale ficar uns 3 dias na Cidade e depois ir para Islas Rosário... bem pertinho. No post seguinte contaremos sobre... 
- É tudo muito barato, tanto 1.hospedagem 2.alimentação e 3.taxis. 
1.
- Em Bogotá ficamos no Ibis. Ok, é uma rede talvez não muito conceituada mas, sem preconceito... a localização é fantástica. Ficamos um pouco receosas em reservar um hotel de administração local pois não sabíamos sobre a questão limpeza-carpete-mofo-insetos. Foi uma excelente pedida. Além de super econômica: 139 reais por noite, para duas pessoas, com café da manhã repleto de pães e frutas locais. Cama muito confortável, tudo clean e com wi-fi. O quarto é pequeno, mas foi suficiente.
- Em Cartagena a dica é ficar no Centro, atrás da grande muralha. Escolhemos o Hotel Bóvedas de Santa Clara, excelente. O Café da manhã absurdamente delicioso. Este hotel tem um convênio com o Hotel San Pedro de Majaguá nas Islas Rosário. Todo transporte em micro ônibus até a marina, a lancha até a Ilha... fica sob responsabilidade deles. Bem mais cômodo do que ir atrás de tudo. Os quartos são enormes, lindos, com vista para o mar.
-Em San Pedro de Majagua a praia é caribenha, o hotel fica numa reserva. Ah, dividimos o quarto com um siri e outros insetos nada perigosos. Confortável e limpo. Detalhe importante: o café da manhã é miserável e tudo é cobrado à parte. Uma garrafinha de água que em Cartagena custa 1.800 pesos (R$ 1.80) neste hotel custa 8.000 pesos (RS 8). Mas vale a pena pois o lugar é muito bonito. Recomendamos muito passar uma noite na Ilha. 
2.
- Bogotá é repleta de bares e restaurantes. Ficamos encantadas com o bairro Macarena. Um pessoal mais cool e menos meninada fashion do que a Zona Rosa (que faz jus ao nome). Mas é o local X de restaurantes- Baladas como o Andrés Carne de Rès - ciudad. Uma filial do tradicional restaurante que fica na Chia. Até o site é ótimo, vale conferir http://www.andrescarnederes.com/
- Cartagena nao tem erro.. tem restaurantes para todos os gostos e bolsos em todas as praças. Fica a dica: La Sandwichería, Calle La Tablada 7-34.
3. 
-Andar de taxi é barato. Mas em Cartagena resolvemos fazer um city tour com um senhor cujo taxi era precário. Não tinha ar condicionado e este fator é suficiente para estragar tudo. Enfim, por 40.000 Pesos (R$40) ele nos levou até La Popa, o ponto mais alto da cidade, ao Castillo de San Felipe de Barajas (lindo) e ainda demos uma voltinha por El Laguito, bairro nobre e onde fica o Hotel Hilton e a marina onde partem os barcos e lanchas para as Ilhas. Não ficaríamos hospedadas nesta região embora tenha uma série de Hotéis modernos e mais acessíveis. Fica longe do centro, a região mais bonita da cidade.
- Para ir OU voltar do aeroporto, reserve 10.000 pesos (R$10).
- O taxi para ir OU voltar do aeroporto em Bogotá (até o centro) custa 21.000 pesos (R$21).

Qualquer dúvida, estamos a disposição,