29.1.11

Museu dos Beatles - Buenos Aires


Logo que soube sobre a inauguração do Museu dos Beatles em Buenos Aires, no começo de janeiro desse ano, fiquei louca para conhecê-lo. Por uma daquelas boas coincidências da vida, hoje estou aqui na capital Argentina e voltando da Paseo La Plaza, na Avenida Corrientes 1660, onde está o museu (a entrada custa 20P Argentinos, o que não chega a R$10,00). Beatlemaníaca desde os 13 anos de idade e com todas as músicas deles decoradas (menos “Old Brown Shoe”, que confundo os versos),sabia que ver essa coleção de souvenirs, posters, discos, autógrafos e toda memorabilia dos Fab Four seria uma enorme curtição. E foi mesmo! O lugar não é grande mas é o suficiente para alojar toda uma mescla de objetos, dos mais comuns aos mais inusitados, referente aos meninos de Liverpool. Relógios, vitrolas, pratos, bonecos de todos os tipos (até infláveis!), discos de ouro, roupas, botinhas, peruca. Tudo o que o mais descrente dos fãs pensou que jamais conheceria está lá! Essa é a coleção particular de um fã chamado Rodolfo Vásquez e foi reconhecida pelo Guiness Book como a maior coleção do mundo sobre os Beatles. Beatlemaníacos, relaxem e preparem-se para exercer um dos mais condenáveis pecados capitais e morram de inveja do Rodolfo e suas milhares de coisas e coisinhas sobre os Beatles. Yeah, yeah, yeah!
O museu fica aberto das 5 da tarde até meia-noite.



28.1.11

Ainda em Buenos Aires


Puerto Madero
Moraríamos aqui, fácil. Buenos Aires consegue reunir tudo o que apreciamos em uma cidade. A arquitetura européia do centro, as ruas arborizadas e casas antigas de Palermo, a modernidade e as ofertas gastronômicas de Puerto Madero (de ambos os lados), o charme e o mundo de design da Recoleta e um detalhe mais que me encanta, que eu adoro e que não tem mais no Brasil:o bingo! Ainda bem que as coisas aqui continuam as mesmas e que o Bingo da Calle Lavalle continua lá. Queria passar as noites enfurnada lá mas Caterine me lembra a toda hora que temos encontros em restaurantes ou que nos esperam nos hotéis. Consegui ficar só uma horinha mas vou voltar. Ontem passamos o dia em Palermo, percorrendo as ruas, lojas e restaurantes. Ficamos hospedadas no 1555 Malabia House, um hotel com uma proposta super diferente: nos recebe como se estivéssemos em casa de amigos ou parentes.
Malabia House Hotel
É uma construção antiga onde antes era um convento; tudo é lindo e bem cuidado e  no café da manhã, comemos a melhor salada de frutas do mundo.  Na hora do almoço fomos convidadas a conhecer um restaurante orgânico, o primeiro de Buenos Aires. Nunca tinha ido a nenhum assim e nos surpreendemos com a qualidade da comida e com o esmero como ela é preparada. Os pratos são lindos, saborosos e nada é por acaso. Cada alimento tem sua função específica e tudo é feito para que o corpo funcione perfeita e saudavelmente. Até a água mineral é diferente: a mais pura do mundo, vinda diretamente do Aquífero Guarani e envasada em garrafa de vidro jateado (ganhamos a garrafinha de presente).
Kensho - O orgânico de
 Buenos Aires
Caterine e as liquidações de Palermo
Depois da digestão fácil e feita ainda nas ruas de Palermo, fomos para o Hotel Madero, onde todos os quartos tem sacada e vista linda para o Porto. Mais uns passeios e anotações e terminamos outro dia de trabalho.

27.1.11

Argentina - Buenos Aires

Os corredores do Alvear
Não tinha idéia de como era difícil e complicado participar de filmagens! Tudo é demorado, é cansativo. O calor infernal que fez esses dias em Buenos Aires, fritava meus miolos e empapava minhas blusas. Fiquei um lixo... Vou aparecer horrorosa e acabada na TV! Queimei meu filme. Mas o que vale é que as gravações foram um sucesso e meus 3 companheiros de equipe foram ótimos! Percorremos os bairros mais importantes da cidade: Recoleta, San Telmo, Retiro, Centro, Puerto Madero, La Boca e Palermo. Ufa! Conhecemos vários hotéis e restaurantes de todos as categorias e também museus e galerias. Adoro Buenos Aires! Ontem a equipe se despediu de mim e seguiu para Mendoza. Ao meio-dia fui para o hotel seguinte do meu roteiro. Uma coisa inacreditável. Fiquei hospedada no Hotel Alvear. A coisa toda é irreal de tanto luxo e pompa. Tem até um código de conduta de vestimenta! Eu, meus jeans rasgados e minhas sandálias havaianas nos inibimos um pouco mas seguimos firmes e de cabeça erguida. Logo depois, à tarde, Caterine chegou. Oba! Fomos explorar o hotel, o que nos ocupou por uma hora e meia. Depois fomos conhecer e catalogar alguns restaurantes e outros hotéis da Recoleta. À noite, tínhamos convite do restaurante Tomo Um. Outra surpresa luxuosa. O chef fez um cardápio especial para nós com mais de oito pratos para desgustação e cada um deles era acompanhado de um vinho diferente. Saímos de lá felizes, bêbadas e nem nos importamos muito por estarmos um pouco mais gordas. Amanhã eu conto mais.

21.1.11

Montevidéu


Ramblas - Montevidéu
Rio da Prata

Montevidéu está meio vazia; férias de verão e todos procuram o litoral e as praias. Mesmo assim a cidade é cheia de atrativos, bons restaurantes e convidativa a longas caminhadas, principalmente na Ciudad Vieja e nas ramblas - avenidas que margeiam o Rio da Prata - e suas largas calçadas. Aqui não faz aquele calor sufocante de Porto Alegre ou do Rio de Janeiro, o verão é ameno e a temperatura agora no finalzinho da manhã não passa dos 22 graus. Caminhar por aqui me parece uma atividade segura, nada de assaltos à luz do dia ou daquela violência urbana que, infelizmente, estamos acostumados. O ruim é que estou fazendo essa parte da viagem sozinha - 1 na estrada, agora - e não acho isso nada engraçado. Caterine está em Porto Alegre resolvendo alguns detalhes e só nos encontramos no dia 25 em Buenos Aires.
Logo mais à tardinha, a equipe de produção e filmagem chega aqui e começamos os trabalhos para o programa de TV, O Viajante - A Missão de Escrever um Guia de Viagens . Verdade que estou um pouco (um pouquinho só) apreensiva por ser a viajante número 1 mas as expectativas são as melhores possíveis e, tenho certeza, as tarefas serão muito bem cumpridas e também divertidas. Aproveito o dia e saio em busca de informações sobre hotéis, restaurantes e coisas legais que podemos fazer aqui no centro da cidade. Já nessa noite temos um convite para conhecer um restaurante local muito conceituado e como boa e fiel vegetariana que sou, espero que eles sirvam muito mais do que a tradicional parrillada uruguaia ou terei que ficar no pão com manteiga e algumas folhinhas de alface. Amanhã seguimos para Buenos Aires, com direito a mais uma paradinha em Colônia Del Sacramento (Colônia nunca é demais!)











19.1.11

Punta del Este - Colonia del Sacramento

La Mano - Punta del Este
Casa Pueblo
Passamos ótimos dias, em casa de amigos, em Punta del Este. A cidade está invadida por brasileiros, principalmente gaúchos, que fazem do badalado balneário uruguaio sua segunda casa. Por aqui tudo é muito chique, o que também não faz muito o nosso gênero mas nada que nos incomode tanto assim. Fizemos, exemplarmente, todos os passeios turísticos: fomos tirar fotos em La Mano, a escultura genial das areias da Playa Brava, caminhamos no porto e avistamos os leões marinhos brincando na beira do cais, conhecemos o museu Ralli (espetacular!), voltamos à Casa Pueblo - misto de museu, galeria de arte, bar e hotel que fica bem pertinho, em Punta Ballena - onde tomamos cerveja enquanto esperávamos o pôr-do-sol, terminamos os dias no cassino do Hotel Conrad. A sorte não nos sorriu muito em nenhuma dessas noites mas a diversão compensou. A cidade é bastante animada e tem opções para todos os gostos e bolsos. Depois de alguns dias por lá seguimos para Colônia do Sacramento, a cidade mais antiga do Uruguai. Para quem gosta de história, sossego e caminhadas leves, esse lugar é imperdível. O centro histórico da cidade foi declarado patrimônio cultural da humanidade pela Unesco e com muita justiça. Tudo por aqui nos remete à história, à batalhas navais no Rio da Prata, às disputas entre portugueses e espanhóis pela conquista da cidade. A arquitetura traduz isso tudo perfeitamente quando passeamos pelas ruas de calçamento irregular e avistamos casas baixas, com janelas pequenas, tipicamente portuguesas e os sobrados avarandados com seus pátios internos, retrato do colonial espanhol. Bom, agora é descansar por aqui e me preparar para o encontro com a equipe d`O Viajante em Montevidéu. Lá começaremos o trabalho para O Viajante na TV - A missão de escrever um guia de viagens.
Pena que, dessa vez, vou sozinha. Depois de Montevidéu, mais uns passeios em Colônia e muitos dias em Buenos Aires.


Colonia del Sacramento


14.1.11

Punta del Diablo - La Pedrera


Punta del Diablo
La Pedrera - Rambla
Definitivamente, Punta del Diablo, não é nosso lugar favorito no mundo. Chegamos à noitinha lá e foi difícil arranjar acomodação decente por menos de U$50 (!!) a diária. Os hostels são caros e sujos, sem infra estrutura alguma. Os chalés que eles alugam por lá também eram caríssimos e todos eles com cheiro de mofo eterno. Passamos uma noite ruim num desses hostels; Caterine e sua rinite não deram trégua a noite inteira e para completar, minha filha me ligou às 4h00 da manhã, apavorada, para me dizer que o cachorro estava tendo um ataque epiléptico. Acordei em pânico pensando porque o cachorro foi resolver ser epiléptico logo agora que estou a 750km de casa... Depois de serenados os ataques, dormimos por mais uns 30 minutos e fomos ver qual era do café da manhã. Melhor seria se nem tivéssemos ido... Bom, nos restava a praia e fomos bem animadas achando que o mar nos confortaria da noite mal dormida mas várias tubulações escondidas entre a vegetação na areia escoavam esgoto in natura.  Eca! Voltamos tristes e desanimadas com a experiência ruim. Até pensamos em ir para outra praia de Punta de Diablo, La viuda, que nos disseram ser limpa, mas desistimos. Aquilo de ficar sem vontade mesmo, de só querer sair dali e procurar lugar melhor.E foi o que fizemos.                                           Seguimos para La Pedrera e logo vimos que foi uma sábia decisão. O balneário é bem organizado  e ainda não foi invadido por turistas. Ganhamos cortesia no hostel  El Viajero que é limpo e descolado. Nosso quarto não era propriamente um quarto mas ainda assim, melhor do que o anterior. Uma cama beliche espremidinha num ambiente 2x2 e banheiro coletivo. Vida de viajante não é mole... Depois de devidamente acomodadas fomos conhecer melhor o lugar. Lindo e agradável! Praias limpas, gente hospitaleira, muitas opções de restaurantes e até um cinema comunitário que não cobra ingresso e passa um filme diferente por noite.  Nossa vontade era passar uns dias por ali mas já nos esperavam em Punta Del Este...

La Pedrera - Playa del Barco
La Pedrera - Ainda a rambla



6.1.11

Desbravando o Uruguai


Fortaleza de Santa Teresa e O Guia
Saímos de manhã bem cedinho para a nossa nova viagem. De volta às origens, Na Estrada,  como chamamos desde que começamos as nossas histórias aqui. Dessa vez, com a responsabilidade enorme de escrever, junto com Zizo Asnis e Os Viajantes a próxima edição do Guia Criativo para o Viajante Independente da América do Sul! E não é só isso: além de escrever o guia, vamos participar do programa de TV, que está ali no link do post abaixo. Só clicar e saber tudo o que vai acontecer. Quem diria!? O que começou como uma simples curtição - escrever nossas aventuras e desventuras de viagens - virou coisa séria. Seríssima! Voltemos, pois, à estrada e ao começo do nosso relato. Saímos bem cedinho para a nossa nova viagem rumo à Punta Del Diablo, no Uruguai. De Porto Alegre até o Chuí, são 515km. Resolvemos fazer um nonstop, já que essas estradas gaúchas conhecemos como a palma da mão. Infelizmente, o que nos fez parar 6 ou 7 vezes foram os famigerados pedágios (quase R$40,00!) e as dezenas de animais mortos encontrados ao longo dos 200km de estrada na Reserva do Taim
Fortaleza de Santa Teresa
Antes de cruzarmos a fronteira Chuí/Chuy, paramos nos freeshops para abastecer nossas reservas domésticas de vinho. Por U$3,50 já dá pra levar aquele vinhozinho honesto para o jantar de cada dia. Compramos e seguimos. Aduana vazia, documentos em ordem, carta verde paga (aquele tal seguro que é necessário portar para trafegar nas estradas do Mercosul) e entramos no Uruguai. As estradas do litoral uruguaio são super conservadas e bem sinalizadas, deu até para esquecer os primeiros sinais de cansaço que já apareciam depois de mais de seis horas na direção. Nossa primeira parada: Santa Teresa, um balneário simpático, situado em uma reserva ecológica controlada pelo exército, que vale a pena conhecer. Praias limpas e seguras. Isso pode parecer meio impossível, para nós brasileiros, mas existe sim. O grande atrativo do lugar é o Forte Santa Teresa, fortificação portuguesa construída em 1763 e aberta à visitação pública. Entrada franca!  Só  chegar e curtir.  Conhecemos também La Coronilla e La Esmeralda, duas praias bem bonitinhas da região. 
Laguna Negra
Ainda na Laguna Negra
Antes de alcançarmos nosso destino final, pegamos o caminho inverso e fomos conhecer a Laguna Negra. Um show! A lagoa é enorme e preta mesmo! São várias prainhas onde as poucas pessoas que conhecem o lugar fazem piqueniques, levam seus barcos infláveis e passam o dia na maior tranquilidade. Depois de testemunharmos um pôr-do-sol deslumbrante, seguimos, finalmente, a Punta del Diablo.

A Novidade

Começamos bem o ano! É só clicar no link e ver o que vamos aprontar nas estradas da América do Sul.
http://oviajantenatv.wordpress.com/2011/01/02/os-viajantes/