23.4.12

Basílica da Sagrada Família – Barcelona de Gaudí

Gaudí dedicou seus últimos 43 nos a esta obra magnífica de dimensões monumentais. Caracterizada e reconhecida mundialmente por suas oito torres cônicas arrematadas com pontais de cerâmica vibrantemente coloridas, a Sagrada Família é um dos símbolos de Barcelona e uma das igrejas mais célebres do mundo. Este templo, cujas obras foram iniciadas em 1882 e está até hoje inacabado (a previsão do término da obra é 2025), não foi projetado inicialmente por Gaudí. O projeto – em estilo neogótico- foi originalmente desenhado por Francesc de Paula Del Villar, arquiteto oficial do bispado. Gaudí assumiu a direção da obra um ano depois de seu início quando só parte da cripta e o abside (ala da igreja que se projeta para fora de forma semi-cilíndrica) estavam prontos modificando totalmente o projeto. Imprimiu-lhe um aspecto muito mais ambicioso tecnicamente e usou uma estrutura revolucionária com o intuito de alcançar alturas extraordinárias tanto nas torres quanto nos 45 metros da nave principal. A fachada noroeste - simbolizando o nascimento de Cristo - é considerada a maior herança do grande arquiteto à obra. 


Gaudí concentrou esforços em seus últimos anos de vida para encaminhar o programa simbólico desta fachada, deixando assim um legado detalhado de suas ideias ornamentais para o conjunto do templo. Desta forma, os arquitetos encarregados da continuidade das obras seguiriam exatamente seus planos e ideias.  O falecimento do arquiteto, problemas financeiros da empresa que erguia a obra e – depois de 10 anos – a guerra civil espanhola provocaram a paralisação da obra que só foi retomada em 1954. Essa é mais uma das imperdíveis atrações de Barcelona. Mesmo se a estadia na cidade for relâmpago (que pena!!), não deixe de visitar a Basílica da Sagrada Família. É realmente emocionante sentar num dos bancos da igreja e vislumbrar a genialidade do inigualável Gaudí.

Serviço

Horário de visitas: de outubro a março das 9h00 às 18h00, de abril a setembro, e 9h00 às 20h00. No natal, ano novo e 6 de janeiro (dia de Reis) as visitas podem ser feitas entre 9h00 e 14h00.

Preço: 12 euros. Com visita guiada ou o áudio guia, 16 euros. Aposentados e menores de 18 anos pagam 10 euros. O preço não inclui o elevador que leva ao topo das torres, este custa 2.50 euros





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22.4.12

Parc Güell - Barcelona de Gaudí


Em 1900, o industrial Eusebi Güell solicitou a colaboração do arquiteto Antoni Gaudí para desenhar uma cidade-jardim – algo como um condomínio dos dias de hoje - em um de seus terrenos ao norte de Barcelona. A intenção de Güell era reunir em um único espaço o melhor da vida rural e urbana e ao mesmo tempo reivindicar valores cristãos e tradições catalãs acreditando que assim combateria a alienação natural trazida com novos valores da sociedade industrial.  Gaudí se encarregou de desenhar as zonas comuns, como a entrada, as escadarias, as passagens e a grande praça. O parque guarda algumas das melhores amostras da fantasia gaudiniana.  A escadaria e muretas que a cercam, suas fontes, o pavilhão de colunas ou sala hipóstila e, sobre ela, a grande praça do parque com esplêndida vista sobre a cidade. A praça é demarcada por bancos sinuosos adornados com restos de azulejos, jarros e garrafas, compondo assim os famosos mosaicos que viraram marca registrada de Barcelona.


Apesar dos esforços de Güell e da genialidade de Gaudí, o projeto urbanístico foi um fracasso. Em 1922 a prefeitura comprou o complexo e o converteu em parque público. Nas últimas décadas o Parc Güell se tornou um dos principais atrativos turísticos de Barcelona, condição consolidada em 1984, quando foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

A entrada é gratuita e o parque fica aberto das 10h00 às 18h00 entre dezembro e fevereiro. Entre maio e setembro, de 10h00 às 21h00. Março e novembro os horários de funcionamento  são entre 10h00 e 19h00 e abril e outubro, entre 10h00 e 20h00.
Endereço: Carrer D’Olot, s/n





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20.4.12

Casa Batlló & La Pedrera – A Barcelona de Gaudí



Impossível visitar Barcelona e não conhecer a obra do esplêndido arquiteto Antonio Gaudí. Um dos grandes nomes do Modernismo Catalão – estilo arquitetônico iniciado no final do século XIX – Gaudí reinventou formas, desenhou novos conceitos estéticos e evocou as montanhas e o mar da Catalunha nas linhas curvas de dois de seus mais famosos prédios residenciais, a Casa Batlló e Casa Milà, popularmente conhecida como La Pedrera. Construída por encomenda do empresário Pere Milà em 1906 para ser sua nova residência, La Pedrera se destaca por sua fachada plena de curvas que evocam improváveis ondas de pedras. Essa é uma das obras mais autorais do arquiteto e não foi muito bem compreendida pelos proprietários, que não gostaram do projeto e acabaram desentendendo-se com Gaudí e sendo ridicularizados pela sociedade local que apelidou o prédio de La Pedrera. As formas naturalistas de sua fachada com volumes pétreos que contrastam com suas ousadas grades de ferro forjado que formam suas varandas e terraços, não agradaram  a ninguém. Realmente, Gaudí se deu ao luxo de despojar-se da submissão à tradição das construções da época e adentrou por caminhos técnicos e artísticos que não havia ainda explorado criando assim um cenário quase onírico repleto de formas, texturas e brilhos diversos. Situada no Passeio de Gracia 92, esquina com Carrer Provença.

La Pedrera pode ser visitada das 9h00 às 18h30 entre novembro e fevereiro e das 9h00 às 20h00 entre março e outubro. Fecha no Natal e tem horários especiais no Ano Novo. Preços a conferir no http://www.lapedrera.com/ca/la-pedrera



Na Casa Batlló situada no Passeio de Gracia 43, Gaudí exerceu com brilhantismo inigualável o exercício de “re-styling”. O prédio construído em 1877 foi completamente remodelado entre 1904 e 1906 pelo arquiteto que acrescentou dois andares e mudou radicalmente sua fachada, dando à obra inúmeras referências orgânicas em suas linhas curvas e dramáticas.  Antes utilizada como moradia da família do rico industrial Josep Battló, hoje a casa é um dos museus mais visitados da cidade. O piso superior e o sótão são os espaços mais peculiares da casa e grandes exemplos do naturalismo que impregnou a obra de Gaudí. A aparência do edifício é impressionante- principalmente à noite.

A Casa Batlló abre todos os dias do ano de 9h00 às 20h00. Preços a conferir no http://www.casabatllo.es/







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19.4.12

El Poble Espanyol - Barcelona

São 40.000m2 da mais pura arquitetura espanhola nesse verdadeiro museu a céu aberto localizado no Montjuic. El Poble Espanyol foi idealizado para representar a arquitetura típica de todas as comunidades autônomas da Espanha. Construído para a Exposição Internacional de 1929 depois que seus criadores visitaram 1600 povoados da península para que seus prédios mais representativos fossem fielmente reproduzidos no parque de exposições, a obra foi aclamada pelo público e imprensa da época e foi a mais visitada de todo o evento. Justamente por isso (e para nossa sorte) El Poble Espanyol não foi derrubado no fim da exposição, como era previsto no projeto inicial.Também conhecido como cidade dos artesãos, abriga entre seus prédios mais de 40 ateliers de artesanato de todas as regiões da Espanha, entre eles, o atelier de vidros San Juan que mantém um dos dois únicos fornos de vidro artesanal que ainda restam em todo o território espanhol. Como um passe de mágica os mestres vidreiros transformam bolas incandescentes de vidro, quase em estado líquido, em pequenas obras de arte e isso tudo aos olhos dos incrédulos visitantes. Além dos produtos artesanais muitas outras lojas que comercializam produtos espanhóis são encontradas no local.

Serviço

Há também vários restaurantes que oferecem comidas típicas de toda a Espanha, mas os preços não são muito convidativos e os cardápios também nos pareceram “turísticos” demais. A atração abre às 9h00 e o horário de fechamento varia conforme a época do ano. Confira aqui os preços http://www.poble-espanyol.com






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18.4.12

Palácio da Música Catalã – Palau Música Catalana – Barcelona

Esta sala de concertos deslumbrante, verdadeira jóia modernista construída entre 1905 e 1908, foi projetada pelo arquiteto  Domènech i Montaner - figura fundamental do modernismo catalão - com o intuito de sediar o “Orfeó Català”,  associação coral fundada em 1891 e responsável pela difusão da música local e internacional. O projeto une com genialidade arquitetura, artes vitrais, cerâmicas e esculturas. Suas colunas, paredes, tetos e escadarias trazem detalhes encantadores que deslumbram até mesmo os olhares mais críticos. O Palau - declarado patrimônio da humanidade pela Unesco - é o auditório de música mais popular de Barcelona e é, em sua essência – sua sala de concertos - uma grande estrutura de ferro, sem paredes internas, desenhado para obter perfeição acústica. O palco é adornado com pinturas e esculturas de ninfas, cada qual tocando instrumentos de diferentes partes do mundo e representando a união dos povos através da música. No centro do palco, um enorme órgão alemão - única peça estrangeira, como gostam de frisar os orgulhosos catalães – domina a cena.


Para que a luz natural adentre o auditório, que tem capacidade para mais de 2000 pessoas, o genial arquiteto projetou uma imensa clarabóia retangular feita de vitrais policromados. No centro, uma enorme “gota d’água” parece se descolar da estrutura, trazendo uma luminosidade exuberante ao seu interior.


O Palau da Música tem programação intensa e eclética durante o ano inteiro. Mesmo se você não tiver a oportunidade de assistir a um espetáculo nesse verdadeiro templo da música, não deixe de fazer a visita guiada. É impossível não se emocionar (até às lágrimas, sim!) com a história, arquitetura e com uma pequena amostra do que pode um órgão alemão fazer numa perfeita sala de espetáculos catalã.



Confira a programação, horários das visitas guiadas e tarifas aqui: http://www.palaumusica.org




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17.4.12

Fundação Joan Miró – Barcelona

Fundação Joan Miró
Sem dúvida, Joan Miró foi um dos artistas mais relevantes do século XX. André Breton, líder dos surrealistas o definiu como “o mais surrealista entre nós”, reconhecendo assim sua imaginação única e criação feérica. Durante um período de 60 anos - desde o período das pinturas de sonho dos anos 20 – Miró produziu uma obra que inspirou tanto jovens escritores e pintores quanto ao público em geral. Esse grande artista catalão nasceu em 1893 e deixou registrado em seus quadros e esculturas seu compromisso político e pessoal com seu tempo e com seu povo. Artista múltiplo e completo, Miró dedicou-se com o mesmo afinco à pintura, escultura, desenho, cerâmica e tapeçaria.

A Bailarina

A Fundação Joan Miró foi aberta em 1975 e é um dos centros de arte mais importantes da capital catalã não só por abrigar mais de 14000 peças do artista, mas também por ter sido a primeira instituição pública de Barcelona a especializar-se na arte contemporânea. A decisão de possibilitar a conexão e difusão de novos artistas partiu do próprio Miró. Com isso a Fundação injetou vitalidade ao cenário artístico da época com um novo conceito de museu -mais dinâmico - onde a criação de Miró, convivia com as mais diversas manifestações artísticas.

Noturno

O museu conta ainda com uma grande loja de souvenirs, biblioteca, livraria, restaurante, cafeteria e oferece acesso a cadeirantes, deficientes visuais (cães-guia são benvindos) e também aos deficientes auditivos contando com guias especializados em linguagem de sinais (libra).

Serviço

O Museu está localizado em no Parc Montjuic e abre de terça a sábado das 10h00 às 19h00. Às quartas abre das 10h00 às 21h30 e domingos e feriados de 10h00 às 14h30. Fecha às segundas.
É expressamente proibido tirar fotos dentro do museu.




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16.4.12

Barcelona - Cidade Velha e Bairros Históricos


Até meados do século XIX Barcelona viveu encerrada dentro de suas muralhas e dentro do que resta desses muros está situado o núcleo histórico da cidade. São mais de 450 hectares e 2000 anos de história divididos em 4 zonas, além das Ramblas – grandes avenidas centrais que cortam a região. A zona central, onde encontramos o Bairro Gótico (a mais antiga área urbanizada da cidade), na parte esquerda, o Raval. Na direita o Born e La Ribera e abaixo, a Barceloneta, bairro construído posteriormente no século XVIII, às margens do Mediterrâneo. 


As ruas estreitas do Bairro Gótico agregam, além de igrejas centenárias e museus diversos, um comércio vibrante e vida noturna agitada. Caminhando pelas ruas do bairro é possível percorrer a Rota Romana e a Rota dos judeus – no Museu da História de Barcelona (MUHBA), situado na Plaza Del Rey, há distribuição gratuita de mapas que assinalam o itinerário dessas rotas e em cada um dos 12 pontos demarcados no mapa há placas com informações em espanhol e inglês – o passeio é interessantíssimo e de graça. A Catedral de Barcelona, em estilo gótico, também é uma visita muito recomendada não só por seu valor histórico mas também por ser uma obra imponente com suas três enormes naves e torres octogonais.O Templo de Augusto (Carrer Paradis, 10) que guarda ainda 4 colunas conríntias em ótimo estado de conservação, também é muito interessante. As praças de Sant Jaume, de Sant Felip Neri e Del Rey, são locais de visitação obrigatória para o viajante que busca história e arquitetura deslumbrante.


La Rambla é a linha divisória entre o Bairro Gótico e o Raval. É um grande passeio de pedestres, pleno de vida e comércio, inclusive noturnos. Os destaques locais são o Gran Teatro Del Liceu (Rambla, 51), o Mercado de Sant Josep mais conhecido como La Boqueria e a Plaça Reial, uma praça que se distingue por seus traços retílineos e grandes palmeiras e é cercada de bares, estaurantes e boates. Não mais que 2 km de extensão ligam, o Mirador de Colom, às margens do Mediterrâneo à Plaça Catalunya.

O Raval, antes conhecido como bairro chinês, hoje é um local da cidade em contínua evolução, onde convivem comunidades diversas e se combinam inúmeras atividades culturais. Delimitado pela famosa Rambla, o bairro abriga o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (MACBA) - Plaça Del Àngels, 1, o Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona, (CCCB – Montalegre, 5),  Biblioteca de Catalunya (Hospital, 56) além de numerosas galerias, salas de exposições. livrarias e lojas de design que vieram completar a oferta cultural que, há poucos anos, era inexistente.

O Born e La Ribera (a orla), confirmam de modo singular a velha relação da cidade com o mar. Construída fora dos muros da cidade no século XIII para fins militares, acabou por se tornar um parque e agregou-se à trama urbana medieval e à região do Born. A Igreja gótica, Santa Maria Del Mar, erguida no século XV é uma das maiores atrações locais. Sua altura, amplitude e elegância são impressionantes, colunas altíssimas sustentam sua abóboda e dão ao visitante uma impressão ainda maior de grandeza. O ondulante, dinâmico e multicolorido teto do Mercado de Santa Caterina dão ares modernos e alegres ao bairro. O Museu mais procurado é o Museu Picasso (Carrer Montcada, 15), que é centro de referência para o conhecimento dos anos de formação de Pablo Picasso. O museu abre de terça a domingo, de 10h00 às 20h00.


Dica gastronômica

Bairro Gótico
O restaurante mais famoso do bairro é  Els Quatre Gats (Carrer de Montsio, 3), o local é histórico por ter sido o epicentro dos princípios artísticos do século XX e foi ali que Pablo Picasso, aos 17 anos começou sua vida boêmia.
Raval
A boa pedida gastronômica e vegetariana do Raval é o restaurante Organic (Carrer Junta de Comerc,11) . Um farto almoço completo sai por 10 Euros.






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15.4.12

Barcelona

Barcelona é a segunda maior cidade espanhola e capital da comunidade autônoma da Catalunha. Situada no Noroeste da Espanha e banhada pelo mar mediterrâneo é o polo industrial mais importante do país e também abriga o mais importante porto espanhol. Fundada pelos Romanos entre 15 e 10 a.C., durante o governo do Imperador Augusto, ainda guarda em seus bairros antigos relíquias arqueológicas que podem ser observadas a céu aberto. Não é por acaso que "Barna" ficou entre as 20 cidades mais visitadas do mundo no ranking de 2011. A capital catalana é uma referência não só dentro de Espanha mas também na União Européia e, poderíamos dizer,  no mundo todo quando o assunto é tradição, cultura, arte, moda, culinária e  principalmente, arquitetura. Mais Fotos?
É um daqueles lugares imperdíveis que, se você ainda não conhece, não sabe o que está perdendo  e, se já conhece, certamente adoraria ir de novo. Nos próximos posts contaremos sobre algumas das atrações obrigatórias da cidade, bairros históricos, passeios, dicas de compras, museus e restaurantes.







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